
Vejo flores, nos jardins.
Vejo velas, nas escadas.
Vejo velhos nas estradas.
E em minha bola de cristal não vejo nada, apenas um borrão de tinta formando uma imagem embaçada.
Engraçado não poder saber ou ver a frente, riscos luminosos no escuro, olhos voltados pro espaço, pra encontrar uma razão, decisão ou um pedaço.
Pedaço meu que me faz falta, ofuscante cometa, brilhante como o cristal que diante do sol, nasce um pequeno arco-íres multicolor, onde tem começo e fim, quero saber exatamente o que os astros dizem sobre mim.
Procurei a melhor cigana pra cartear comigo, suspiro após suspiro não deu uma palavra, o pássaro voou ligeiro pra dentro de seu ninho, as arvores pararam por meros instantes, não sei se um dia saberei o que viu aquela cartomante.
Rezo diante do São relógio e peço para o futuro saber, meu santo de ouro e de prata, não desiste de tic-tac me responder.
Clamei... Tempo... tempo... tempo... Até quando vai permitir que essa duvida me torne um entulho de pensamentos?
Diego Cesar.
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