quinta-feira, 22 de julho de 2010

A máquina

A máquina trabalha...
Ela não se cansa de trabalhar
As engrenagens estalam
Mas ela não pode parar
O dia todo tchaco, tchuco, tchaco, tchuco...
E o ano inteiro e o tempo todo
Ela labuta, ela grita descontrolada.
Elas pensam em dinheiro
Elas vivem em desespero
As máquinas são de carne
As máquinas falam e fazem faculdades...
Elas estão por todo lugar
Só não param de trabalhar
São máquinas de consumir
São máquinas de destruir
A máquina precisa de conserto
Quem é a máquina?
Ela não é de cobre nem de lata
Elas brigam e se matam
Ela não é de ferro nem pregada com pregos
O homem é a máquina
A máquina é o homem.

(Regis Fontes) Poesia, para sempre poesia.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Os Alquimistas estão chegando

Os alquimistas estão chegando trazem consigo cadinhos, vasos de louça, e potes de vidro.
Sinais de revoluções preces e algo escondido.

A dor, a fome e inicio de guerras, ocupam palácios governos e senados, controlam sua vida dinheiro e estatos.

Parece comigo e com você, um homem qualquer, de terno e gravata , de tênis de blusa e até de boné.

Constroem obeliscos e pirâmides em todo lugar, seitas ocultas e nomes secretos eles insistem em invocar.


Segredos e mais segredos protegem sua nação, mas lembrem-se que não ficara sem castigo toda tua rebelião.

Desde o inicio por ouro e poder tornaram-se reis, mas o reino de gloria nunca irão ver, pois já está escrito que quando vier o que é perfeito as coisas imperfeitas não mais existirão, ai então dobrarão seus joelhos abaixarão suas cabeças e lá no inferno suas almas padecerão.



Os alquimistas estão chegando... Estão chegando os alquimistas.

Diego Cesar.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Petála por petála

A sua falta me fez ver
O que de mau a vida pode ter
E a sua volta me dá mais
De todo o mel que eu ousaria querer


Sua presença me faz rir
Nos dias feitos pra chover
Nao há revolta pra sentir
Nem há milagre pra não crer
Vinda que finda
A tinta de pintar tristeza
E deixa os mistérios plenos de sentido
A flor da vida toda
Pétala por pétala
Que um tolo pode colher
Sem saber que é amor


Vem e aumenta em mim
O único que sou
E subtrai do que em mim passou
É amor, vem...

Petála por petála (Chico cesar)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Quem controla você?


Dias vem, dias vão, envolvidos num sistema perigoso, sobrevivendo sem um arranhão.

Simples mistério oculto na mídia, culto racional, estrelas, cabalística, trabalho formado, constituição de poder, números, frases e mulheres nuas, tudo pra você.


Creia neles ,sinta , apalpe o irreal, viva o interior da tela maldita, seja o que o que paga o cachê do mauricinho ou o pó da prostituta, seja o sonho de consumo deles.


Prenda seus olhos e compre o que puder, compre sua alma de volta, talvez eles te vendam, mas procure quem as remende antes de usar por que sua velha alma jamais você terá.


Quem controla você?....

Sexo, drogas, religião ou um programa de TV?

Diego Cesar.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Parságada

Vou embora para Parságada,
Lá sou livre para pensar o que quero,
Sentir sem precisar mentir, omitir
Trancar dentro de mim.

Lá eu grito,
Lá eu existo.

Em meu país o respeito é cada vez menor
Cada dia mais pensa-se menos no outro.
A lei que funciona é a lei do meu - interesse’

Avesso
Meu mundo virou do avesso.
Humanos desumanos
Penso, logo inexisto.

“Ame ou deixe”
Ame#

Por: EsquisíitA (Diarío de uma louKa)

domingo, 11 de julho de 2010

Entulho de pensamentos


Vejo flores, nos jardins.
Vejo velas, nas escadas.
Vejo velhos nas estradas.

E em minha bola de cristal não vejo nada, apenas um borrão de tinta formando uma imagem embaçada.



Engraçado não poder saber ou ver a frente, riscos luminosos no escuro, olhos voltados pro espaço, pra encontrar uma razão, decisão ou um pedaço.
Pedaço meu que me faz falta, ofuscante cometa, brilhante como o cristal que diante do sol, nasce um pequeno arco-íres multicolor, onde tem começo e fim, quero saber exatamente o que os astros dizem sobre mim.

Procurei a melhor cigana pra cartear comigo, suspiro após suspiro não deu uma palavra, o pássaro voou ligeiro pra dentro de seu ninho, as arvores pararam por meros instantes, não sei se um dia saberei o que viu aquela cartomante.

Rezo diante do São relógio e peço para o futuro saber, meu santo de ouro e de prata, não desiste de tic-tac me responder.

Clamei... Tempo... tempo... tempo... Até quando vai permitir que essa duvida me torne um entulho de pensamentos?

Diego Cesar.